A “BR DO MAR” (Lei 14.301/2022) e alguns desdobramentos infralegais – Ad. Marcel Nicolau Stivaletti (desde Brasil)

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A Resolução Normativa-ANTAQ nº 133/2025 representa um significativo esforço de consolidação regulatória. Publicada em dezembro de 2025, a norma da Agência Reguladora revoga a Resolução nº 5/2016 e integra as diretrizes da Lei nº 14.301/2022 (BR do Mar).

Uma das maiores novidades é a criação da intitulada Empresa Brasileira de Investimento na Navegação (EBiN). Diferente da famigerada EBN (que opera efetivamente o transporte), a EBiN foca no investimento e no afretamento de embarcações para outras empresas de navegação. Sua finalidade, portanto, é facilitar a expansão da frota nacional sem exigir que o investidor seja, necessariamente, um transportador marítimo efetivo.

Em relação às regras de afretamento de embarcações estrangeiras, a Resolução nº 133/2025 estabelece maior flexibilidade, tornando desnecessária a titularidade de embarcações próprias aos pretendentes à navegação de cabotagem.

Sem embargo da precitada flexibilidade – para o afretamento de embarcações estrangeiras -, vale ressaltar que a ampliação de frota tem um importante incentivo atrelado às chamadas “embarcações verdes”. O paradigma para a ampliação da frota é o quanto de tonelagem própria possui a EBN e, nos termos do decreto regulamentador da BR do Mar, a Empresa Brasileira de Navegação poderá afretar o correspondente a até 300% da Tonelagem de Porte Bruto (TPB) da frota própria sustentável.

Outro viés da norma da Agência Reguladora (Resolução-ANTAQ nº 133/2025) que cabe trazer à baila é o combate às estruturas artificiais. A fim de evitar as empresas que não operam a navegação de fato, a nova norma recrudesceu os critérios de comprovação de operação comercial. A empresa deve comprovar que detém a efetiva gestão técnica e comercial das embarcações. Caso uma embarcação fique paralisada por mais de 90 dias contínuos, a empresa deve apresentar justificativa formal à ANTAQ, sob risco de perder os benefícios vinculados àquela tonelagem.

A Resolução-ANTAQ nº 133/2025 objetiva impingir ao mercado a previsibilidade jurídica capaz de gerar a segurança esperada pelo investidor, transformando as políticas erigidas pela Lei nº 14.301/2022 em procedimentos operacionais seguros.

Ad. Marcel Nicolau Stivaletti

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En español:

a Resolución Normativa N° 133/2025 de la ANTAQ representa un esfuerzo significativo en la consolidación regulatoria. Publicada en diciembre de 2025, la normativa de la Agencia Reguladora deroga la Resolución N° 5/2016 e integra las directrices de la Ley N° 14.301/2022 (BR do Mar).

Una de las principales innovaciones es la creación de la denominada Compañía Brasileña de Inversión en Navegación (EBiN). A diferencia de la tristemente célebre EBN (que opera efectivamente el transporte marítimo), EBiN se centra en la inversión y el fletamento de buques para otras navieras. Su propósito, por lo tanto, es facilitar la expansión de la flota nacional sin que el inversor tenga que ser necesariamente un transportista marítimo.

En cuanto a las normas para el fletamento de buques extranjeros, la Resolución N° 133/2025 establece una mayor flexibilidad, haciendo innecesaria la propiedad de los buques para quienes buscan la navegación de cabotaje.

A pesar de la flexibilidad mencionada para el fletamento de buques extranjeros, cabe destacar que la expansión de la flota cuenta con un importante incentivo vinculado a los denominados “buques verdes”. El paradigma para la expansión de la flota es la cantidad de tonelaje propiedad de EBN y, según el decreto regulatorio de BR do Mar, la Compañía Naviera Brasileña puede fletar el equivalente a hasta el 300% del arqueo bruto (GT) de su propia flota sostenible.

Otro aspecto de la normativa de la Agencia Reguladora (Resolución n.º 133/2025 de ANTAQ) que cabe mencionar es la lucha contra las estructuras artificiales. Para prevenir la actividad de empresas que no operan realmente en el sector de la navegación, la nueva normativa ha endurecido los criterios para demostrar la actividad comercial. La empresa debe demostrar que cuenta con una gestión técnica y comercial eficaz de los buques. Si un buque permanece inactivo durante más de 90 días consecutivos, la empresa debe presentar una justificación formal a ANTAQ, bajo pena de perder los beneficios asociados a dicho tonelaje.

La Resolución n.º 133/2025 de ANTAQ tiene como objetivo imponer al mercado la previsibilidad jurídica necesaria para generar la seguridad que espera el inversor, transformando las políticas establecidas por la Ley n.º 14.301/2022 en procedimientos operativos seguros.

Ad. Marcel Nicolau Stivaletti

(traducción Google)